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Amor à primeira ouvida

Publicado por: kastutz em: Julho 20, 2008

Sou um pouco chata para novas músicas. Quando um artista que eu gosto lança um novo álbum, resisto muito até ouví-lo. Tenho medo de me decepcionar. Acho. Às vezes é o contrário. Ouço uma música e me apaixono, paixão que leva o pacote todo: a música, o artista, a letra, a voz. Meu lado teenager se empolga. “Meu Deus, não posso mais viver sem isso!”.

A primeira vez foi com o James Blunt. Vi o clipe de “You’re Beautiful”. Daí fui para o cd, decorei as músicas de tanto ouvir, me identifiquei com as letras, li “O retrato de Dorian Gray” para entender melhor “Tears and rain”, que virou minha trilha sonora. “O James Blunt é tudo”. Sim, ele tem cara de quem tem mau hálito e que usa tênis velho, sujo e sem meia, produzindo odores nada agreadáveis. Mas isso não tem nada a ver com a música, correto? Lembremos de que ele foi para a guerra (Kosovo?), largou a vida militar para compor músicas deprês. Ou seja, ele é fofo. (Confesso que nem eu consigo ouvir “You’re beautiful” mais, afinal, houve uma certa overdose dela.)

Um dia, trabalhando, ouvi o início de uma música. Vinha da sala do coordenador. Só um trechinho foi suficiente para que eu fosse atrás de informações. Era o Rob Thomas, “Lonely no more”. Amor à primeira ouvida. Então devorei seu cd inteiro, e tentei saciar o vício descobrindo tudo sobre o Matchbox Twenty. Oh, Lord! Como eu vivi até hoje sem o Rob? Ele é tudo. *Suspiro*. Ainda que ele esteja ficando meio gordinho. =)

Bom, a paixão mais recente ocorreu em um intervalo comercial na tv. Ouvi um cara cantando “Relax, take it eeeeeeeeeeasy… for there is nothing that we can doooo”. Olhei para a tv, e o clipe era vibrante, alegre, colorido. Não consegui ver quem cantava. Mas aquela música ficou na minha cabeça. Um tempo depois vi outro vídeo. Nem sabia que era do mesmo artista. Colorido, estilo cartoon. A música era tão alegre, tão fofa que fiquei vidrada na tv para não perder o nome de quem cantava. Mika. (Huh? Só Mika? O cara é finlandês também?) Ô.o … Não, o tal Mika, nasceu em Beirute e de finlandês não tem nada. Quando ouvi as outras músicas, foi assim, inexplicável. Atualmente é o meu combustível. Se estou desanimada, é só colocar qualquer uma das suas músicas que o meu humor muda completamente. Fora que ele é um super-mega-ultra-duper fofo. Ok, o jeito dele dançar não é lá o mais “másculo” de todos, mas quem me conhece sabe que isso para mim não é problema (vide meu ex-namorado, que todos juravam ser gay…).

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