Publicado por: kastutz em: Novembro 3, 2009
Hoje eu ouvi que fãs nunca vivem no mundo real. E fiquei pensando a respeito. Cheguei à conclusão de que ou eu sou um ser extra-terrestre, ou talvez não seja fã de verdade. Quer dizer, isso levando em conta a primeira frase.
Em primeiro lugar não acho que temos a obrigação de torcer por alguém só por ele ser brasileiro. Você pode ter simpatia, acompanhar… mas acho também que temos que ter o pé no chão. Dizer que o cara é o melhor do mundo pelo fato de ser brasileiro é ser muito fora da realidade. Acho que podemos até torcer para que ele se dê bem, mas tem coisa que passa do limite da razão.
Tenho simpatia por alguns pilotos, principalmente depois de começar a usar o Twitter. Mas não sei, acho que algumas coisas ficaram exageradas. Ou talvez antes eu não tivesse um contato tão direto com essas coisas.
Fã incondicional eu fui de dois pilotos: Mika Hakkinen e Jacques Villeneuve. Para o Mika eu comecei a torcer quando o carro dele só quebrava. Sim, na época eu era adolescente e poderia escolher um piloto apenas pela beleza. Mas eu achava que ele tinha futuro. E teve. Ganhou 2 títulos mundiais. A mesma coisa com o Villeneuve. Para dizer a verdade, eu via a Indy e não tinha muito um piloto preferido até ele ganhar as 500milhas de Indianápolis. Ele mandou muito bem. Ok, ele era muito bonito também, mas convenhamos, na época eu tinha 15 anos. Ganhou um título mundial na Indy e um na Fórmula 1. Depois fez péssimas escolhas, mas enfim, era um bom piloto.
Hoje, por mais que ame os dois, sei distinguir o sonho da realidade. Hakkinen já tem muita idade e o pior, está longe das pistas faz tempo. Muita coisa mudou desde que ele parou. O Jacques ainda corre, mas a Top Race da Argentina não é lá o melhor campeonato do mundo e mesmo assim ele manda muito mal lá. Nunca achei que ele voltaria para a Fórmula 1. E continuo achando que ele não voltará.
Pensando aqui com meus botões agora: será que também devemos torcer só por aqueles que vencem? Ok, acho que não. Mas podíamos ter o pá no chão. Sei lá. Comecei o texto pensando uma coisa e agora já não sei mas o que acho. Volto depois se chegar à alguma conclusão. rs
Publicado por: kastutz em: Outubro 15, 2009
Hoje eu e uma galera bem legal fomos a um evento da Philips que tinha a presença do Nico Rosberg! Corremos de kart, foi muito bom! No próximo post, um resumo… aqui o Pod do Pezollo, que dá uma ideia de como foi um dia maravilhoso e extremamente divertido:
\o/
Valeu Philips!!!
Publicado por: kastutz em: Setembro 27, 2009
Nessa madrugada de silêncio ensurdecedor eu não sei o que escrever. Quero postar sobre uma aventura que eu fiz essa semana… mas não consigo. Me sinto dispersa, perdida entre palavras e letras. Talvez por toda a agitação que se sucedeu, eu não sei. Não me sinto confortável.
O lance é que eu fui ver o Mario Moraes, piloto da Fórmula Indy, no aeroporto, não para tirar fotos e pegar autógrafos, mas porque ele havia dito que daria a luva dele autografada e como eu nunca ganho nada dessas promoções dos pilotos no Twitter, não tinha nada para fazer, fui até lá. Fiquei sabendo que o JP de Oliveira estaria por lá também, resolvi dar um tempo pra de repente encontrá-lo por lá. Para quem não sabe ele corre na Super GT do Japão e junto com o Tony Kanaan e o Antonio Pizzonia é um dos caras mais legais de Twitterville. É um cara que valeria ir encontrar no aeroporto, mas não para me descabelar e sair gritando, mas simplesmente porque parece ser uma pessoa maravilhosa para se bater um papo, como seres humanos “comuns”.
Não sei, apesar de entrar para a turma das #Faladeiras* e brincar muito com os pilotos no Twitter, não sou do tipo que se mataria para pegar um autógrafo. Nunca fui. Acho que o mais perto que cheguei disso foi ver o Villeneuve na F-Truck, mas convenhamos que o cara está quase aposentado e talvez fosse a última chance que eu teria de vê-lo de perto. E ele fez parte de toda a minha adolescência, meu muso inspirador rs Ele e o Hakkinen eram pra mim o que os Jonas Brothers são hoje para a meninada.
Sei que me preocupo demais com o que pensam de mim. E que sou extremamente auto-crítica. E fico pensando se pelo Twitter não passo a impressão de ser uma pessoa fútil… porque eu sei que me escondo atrás de uma “casquinha de glitter colorido”. Mas atrás dela tem mais coisa. Mas fico em um dilema, principalmente aqui no blog: o que devo postar? O que sinto vontade ou o que sei que vai agradar e dar mais audiência? Posts sérios não levam ninguém a lugar nenhum. Apesar de serem uma grande terapia para mim. Sim, gosto de escrever coisas (supostamente) engraçadas… e isso também é terapêutico.
Bem que a música que postei anteriormente fala “I don’t make sense at all”. E eu não faço. Sou metade cinza, metade purpurina. Sei lá, às vezes me sinto metade “drag queen escrachada que canta músicas das Spice girls com coreografia e tudo” e metade “poetisa inglesa no meio do fog de Londres apaixonada por palavras como ’sorrow’, ‘pain’, ’shades’, ‘tears’, ‘rain’”…
No fundo acho que esse meu lado deprê pode afastar as pessoas de mim, então me escondo atrás da minha outra personagem. A que vai falar com todo o mundo, ser gentil, de bem com a vida. Ainda que não seja isso que sinta na hora.
Somo todos personagens, afinal.
Esse post é melhor digerido se acompanhado desta trilha sonora:
Publicado por: kastutz em: Setembro 16, 2009
It’s perfect
Because this is one of the best Mika’s songs
Because this is the best “My Interpretation” performance
Because he is gorgeous in this video
Because boys that play piano are really charming
Because if I ever talk to you again, this is not about emotion
Because I don’t need a reason not to care
Because this is my interpretation
Because I don’t make sense
Publicado por: kastutz em: Setembro 16, 2009
Já comecei esse post 3 vezes. Está tudo muito bagunçado na minha vida… quando coloco meu horário em dia, dura dois, três dias e paff… estou eu com o fuso horário todo invertido novamente! Aqui em casa é uma coisa fácil, já que a minha querida mãe faz comida, lava roupa, etc, tudo de madrugada. Até o cachorro gosta de comer e brincar de madrugada. Ou seja, tenho que lutar contra a correnteza.
Eu queria muito ser dessas pessoas super saudáveis, que parecem terem saído de um comercial de leite em pó desnatado, que acordam cedo com aquele sorriso no rosto, preparam e tomam aquele café-da-manhã super nutritivo, depois vão correr na praia, andar de bicicleta, e com toda a empolgação do mundo.
Mas o desânimo às vezes parece me segurar com todas as forças, me chantageia para que eu procrastine, me seduz para que eu simplesmente não faça nada. E os dias passam, e quando eu vejo… percebo que gotas de juventude estão indo embora, e que elas jamais voltarão. Chega a culpa e me atormenta. E grita, dizendo que vou me arrepender muito de tudo o que não tenho feito. E assim vou seguindo, mergulhada na auto-crítica, me arrastando para chegar até o dia seguinte.
Esse não é um lado que eu gosto de mostrar. Mas estou aprendendo a perder o medo de não fingir que estou bem. Não estou mais aqui para construir uma imagem, mas para apenas expressar o que sinto. E isso me faz sentir bem, pois já é uma vitória. Não ter medo de ser rejeitada por não ser perfeita, ou por não ser positiva o tempo todo, de mostrar o meu humor inexistente em certos momentos.
Publicado por: kastutz em: Setembro 10, 2009
Para quem não sabe sobre o que estou falando: http://tinyurl.com/lge95m
Não gosto de entrar em debates. Tenho preguiça de ficar discutindo, argumentando. Posso até dar a minha opinião sobre as coisas, como religião por exemplo, explicar o meu ponto de vista, mas se a pessoa me torra muito a paciência eu me calo. Do que adianta? Mas resolvi dizer o que eu penso do caso Piquet/Renault. E o que acho é totalmente o oposto do que a maioria vem falando. Mas é o que eu acho.
Já chamaram o menino de tudo quanto é nome. Mas eu fico pensando… o que essas mesmas pessoas fariam no lugar dele? E se fosse em um escritório?
Imagine que você chegue todo o dia para trabalhar e o “Bom dia” do seu chefe seja um “Olha, eu vou te mandar embora, vê se rende a mesma coisa que o Fulano!”. E Fulano é o mestre dos mestres. O cara é bom, está ali naquele cargo faz muito mais tempo que você… e até o computador dele às vezes é melhor do que o seu? Fulano rende muito! E você está engatinhando. Tentando. E sabe o que é pior? Seu pai foi muito bom na sua função. Um dos melhores. Todos da firma te olham com desconfiança. Uns querem saber se você é tão bom quanto seu pai. Outros querem saber se você merece estar ali. De qualquer maneira, todos te observam.
Seu chefe exige que você faça algo errado. Talvez mentir dizendo que ele não está. Ou quem sabe peça para que você minta sobre alguma outra coisa. Que faça vistas grossas para algum tipo de desvio financeiro. Lembre-se, seu emprego, aquele pelo qual você lutou, está na berlinda. E ele é muito importante para você.
E se o chefe manda que você faça uma dessas coisas erradas e você tenha pouco tempo para decidir, para ponderar entre o que fazer ou não… Nesse ponto muita gente deve estar pensando “Eu não faria”. Mesmo? Quem nunca mentiu a pedido de um chefe? Ou fez vistas grossas para algo? De repente até infringiu alguma lei? E isso sem estar com “a faca no pescoço”… É claro, tem coisas que você não fará como roubar, matar. Porque são coisas claras, definidas. E que eu saiba, qualquer ser humano em uma situação de estresse como esse, sem muito tempo para decidir algo vai ficar emocionalmente abalado. Ou não?
“Ele foi antiético”. Eu sou uma pessoa cheia de princípios e etc e sinceramente não sei o que faria. Primeiro, ele seguiu ordens. Segundo, ele prejudicou os outros pilotos, mas não machucou ninguém, apesar da possibilidade de se machucar. Não seria pior se ele tivesse jogado o carro para cima de outro piloto e quem sabe gerando uma tragédia? Schumacher fez isso, jogou o carro para cima de outros. Para também alterar o resultado. Ele provocou um acidente uma vez (com o Damon Hill) e tentou de novo para cima do Jacques Villeneuve. Bater intencionalmente em alguém não é pior do que bater no muro intencionalmente? E outra, ninguém mandou, ele não estava na corda bamba. Fez porque quis. Por que não se cogitou de baní-lo do esporte?
“Ah, a denúncia foi feita por vingança.” Caramba, você não ganha hora extra e enquanto trabalha naquela empresa vai entrar na justiça pra receber ou vai esperar sair de lá? Hello?
Não acho que tenho condições de julgar se foi certo, errado. Quer dizer, certo não foi. Não foi conforme as regras. Mas daí a dizer que ele é mau caráter, antiético… Acho que as mesmas pessoas que julgam tanto, que postam nesse caso como verdadeiros senhores da ética e das decisões sábias, se estivesse no lugar dele, fariam o mesmo. Ainda mais se tivessem um chefe tirano como Briatore.
Obs: E não, não acho certo ter carteirinha falsificada, nem comprar coisas piratas, ou mentir, roubar, etc.
(A ser continuado em algum momento de inspiração…)
Publicado por: kastutz em: Agosto 20, 2009
Publicado por: kastutz em: Agosto 6, 2009
E aí? Fico em casa ou não? Fiquei gripada, mas sem febre, nem liguei. Quando tive uns sintomas bizarros como calafrios, dor de cabeça, fui ao Pronto-Socorro. Diagnóstico: gripe comum, com uma ligeira infecção, nada demais. Só tomar antibiótico e esperar melhorar em 3 dias. Caso contrário era para voltar lá.
3 dias depois, os sintomas só pioraram, minhas costas ficavam geladas, como se eu estivesse encostada em uma parede fria… Mas só as costas. Minha temperatura ficava em torno dos 35ºC. Voltei ao hospital. Dessa vez já colocaram me deram uma máscara logo de cara. O hospital todo usava máscara, bizarro. O médico disse que não era nada grave, que parecia mais viral, tirou o antibiótico e mandou tomar uma antigripal, mas ficar em quarentena até melhorar só por precaução.
Isso foi no domingo de noite. Agora eu não sei se eu já posso sair ou não! A minha tosse só piora, apesar da minha “febre ao contrário” não ter mais aparecido (bom, tudo bem que eu estou tomado antigripal direto, né… então nem dá pra saber direito…). E aí? Saio de casa? O quanto disso é paranóia e o quanto é precaução?
Eu sou a pior pessoa do mundo para ter noção dessas coisas. Quando a gente passa a vida tendo doenças “bizarras”, perde um pouco dos parâmetros do que é normal. E até duvida um pouco daquilo que está sentindo. Explico:
Se tem uma coisa que eu nunca fui é saudável 100%. Na infância e adolescência vivia com virose. Durante um tempo até que não tive muita coisa, mas na época da faculdade/estágio comecei a ter tendinites, nos ombros e pulsos ao mesmo tempo, junto com gastrite. E viroses. Peguei caxumba. Aos 25 anos. Pois é. Depois disso começaram os abscessos (furúnculos). Em 2 anos foram mais de 20 (perdi a conta!). Pelo menos uma vez por mês eu estava no pronto-socorro pra ser atendida. Os plantonistas já me conheciam pelo nome, sabiam onde eu trabalhava, etc. Em cada um dos abscessos, era um monte de antibiótico, muita dor e desconforto. Alguns eu precisei fazer pequenas cirurgias, 4 um pouco mais chatas – tinha que dar anestesia, mas ela não pegava, ou seja, eu senti tudo o que aconteceu rs. Resultado: a minha resistência a dor se tornou maior. O que é ruim porque eu só vou reclamar quando o negócio já está prá lá de insuportável (uma das questões de perder os parâmetros). Passando essa fase, comecei a ter muitas dores pelo corpo, e diagnosticaram um início de fibromialgia, a dor crônica que em geral aparece em gente com mais idade. Era só um dos sintomas do que viria pela frente: depressão aguda e crônica, distimia, quase um burn out. Veio a labirintite, as crises de pânico……. E recentemente eu comecei a ter crises intermináveis de labirintite. Zicada, eu? Imagina!
Só conheço uma pessoa tão “zuada” como eu: minha prima. A coitada, desde pequena, tem crises absurdas de enxaqueca, tão fortes que até um dos remédios mais fortes ela toma como se estivesse comendo M&M’s e não faz efeito – só indo ao hospital para resolver mesmo. E, como eu, ela acabou criando uma tolerância muito maior, o que ficou claro quando ela fez uma cirurgia e alguns pontos se abriram. Ela ligou para a secretária do médico, no fim-de-semana, pedindo orientações. Ela pediu para que ela passasse no consultório na segunda ou terça-feira, não lembro. Só sei que quando ela chegou lá o médico ficou pasmado e disse: “Nossa, quando você ligar dizendo que os pontos todos se soltaram eu vou acreditar… em geral as pacientes fazem um escândalo danado e quando eu vou ver soltou um pontinho ou outro!”. É, ela precisou tomar anestesia e “recosturar” o local da cirurgia. Outra pessoa já teria tido um treco, feito um escarcéu… mas a gente acaba achando as coisas meio normais… A gente brinca que se cada vez que a gente usasse o pronto-socorro ganhasse milhas, já teríamos viajado o mundo todo.
Acho que a pior parte é que a gente passa por tanta coisa que as pessoas ao redor ou desconfiam se é verdade ou não, ou simplesmente passam a relevar e achar que não é nada grave. Vira rotina. Eu tive um namorado que não acreditava que meus abscessos doessem tanto, que eu me sentia tonta por causa da labirintite, achava que tudo era frescura e eu era hipocondríaca. Aí você chega com uma enxaqueca terrível no hospital, depois de já ter tomado todos os remédios possíveis, o médico prescreve soro com uma dose “chumbante” de remédio e a enxaqueca não passa. Ele passa outra dose, mais forte. E a enxaqueca continua. Ele olha pra você, meio desconfiado, e manda você para a casa, dizendo que não pode fazer mais nada. Essas desconfianças vão se acumulando e a gente se sente até com vergonha de estar doente, de comentar o que está sentindo.
Eu me sinto constrangida em dizer que estou doente. Porque acaba parecendo desculpa esfarrapada! Você desmarca várias vezes com seus amigos, desmarca médico, justifica no trabalho. É tão frustrante… Eu me sinto culpada, fico pensando se não estou fazendo corpo mole, se não é frescura. Aí mora o problema. Porque fisicamente eu já sou mais resistente à dor. E mentalmente eu também acabei ficando. Eu posso estar imprestável que mesmo assim ainda fico achando que eu podia ser um pouco mais forte e cumprir meus compromissos. Eu fazia isso no meio trabalho, sempre fui trabalhar doente, e só parei quando realmente não tinha condições nem de sair na rua.
Pensando bem, esse lance da culpa de estar doente e não poder fazer as coisas é um treco que não está totalmente resolvido na minha cabeça, já vai ser tema da próxima consulta com a minha psicóloga. Consulta essa que seria hoje, caso eu não estivesse em dúvida se devo sair ou não por conta da tosse. *Suspiro*
Será que eu fiz sentido neste post? rs