BlogoTerapia

Fãs/pilotos

Publicado por: kastutz em: Novembro 3, 2009

Hoje eu ouvi que fãs nunca vivem no mundo real. E fiquei pensando a respeito. Cheguei à conclusão de que ou eu sou um ser extra-terrestre, ou talvez não seja fã de verdade. Quer dizer, isso levando em conta a primeira frase.

 

Em primeiro lugar não acho que temos a obrigação de torcer por alguém só por ele ser brasileiro. Você pode ter simpatia, acompanhar… mas acho também que temos que ter o pé no chão. Dizer que o cara é o melhor do mundo pelo fato de ser brasileiro é ser muito fora da realidade. Acho que podemos até torcer para que ele se dê bem, mas tem coisa que passa do limite da razão.

 

Tenho simpatia por alguns pilotos, principalmente depois de começar a usar o Twitter. Mas não sei, acho que algumas coisas ficaram exageradas. Ou talvez antes eu não tivesse um contato tão direto com essas coisas.

 

Fã incondicional eu fui de dois pilotos: Mika Hakkinen e Jacques Villeneuve. Para o  Mika eu comecei a torcer quando o carro dele só quebrava. Sim, na época eu era adolescente e poderia escolher um piloto apenas pela beleza. Mas eu achava que ele tinha futuro. E teve. Ganhou 2 títulos mundiais. A mesma coisa com o Villeneuve. Para dizer a verdade, eu via a Indy e não tinha muito um piloto preferido até ele ganhar as 500milhas de Indianápolis. Ele mandou muito bem. Ok, ele era muito bonito também, mas convenhamos, na época eu tinha 15 anos. Ganhou um título mundial na Indy e um na Fórmula 1. Depois fez péssimas escolhas, mas enfim, era um bom piloto.

 

Hoje, por mais que ame os dois, sei distinguir o sonho da realidade. Hakkinen já tem muita idade e o pior, está longe das pistas faz tempo. Muita coisa mudou desde que ele parou. O Jacques ainda corre, mas a Top Race da Argentina não é lá o melhor campeonato do mundo e mesmo assim ele manda muito mal lá. Nunca achei que ele voltaria para a Fórmula 1. E continuo achando que ele não voltará.

 

Pensando aqui com meus botões agora: será que também devemos torcer só por aqueles que vencem? Ok, acho que não. Mas podíamos ter o pá no chão. Sei lá. Comecei o texto pensando uma coisa e agora já não sei mas o que acho. Volto depois se chegar à alguma conclusão. rs

Aventura na Granja Viana / Nico Rosberg / parte 2

Publicado por: kastutz em: Outubro 15, 2009

A Philips convidou alguns twitteiros/blogueiros para participarem da premiação da promo “Siga o capacete”, feita com o Nico Rosberg. Foi no kartódromo da Granka Viana \o/

A galera blogueirística em peso: Pezollo do JPezollo, Thiago Raposo do Café com F1, Carlos Garcia do Mundo Veloz… Conheci o Victor, do F1 Mania. Coitado, eu não conseguia chamá-lo pelo nome, apenas pelo nick do Twitter: Vdberto (nerdice mode on!). As meninas Yaginuma estavam lá também: Bia, Carol e Thays.  Sigo a Bia no twitter faz um tempo e posso dizer que apesar de ser super novinha, faz alguns dos melhores comentários sobre F1! Isso tudo entre convidados e ganhadores da promoção: o mundo é uma ervilha, isso é #fato. Também vi uma pessoa querida: a Erica, uma das pessoas mais educadas que já conheci, fico até sem graça com toda a gentileza que essa menina tem (eu com esse jeito meio… hmmm.. não exatamente uma lady rs). Ah, LKP e Marcelo, que são da época do começo do Orkut também estavam lá!

Fomos eu, Pezollo e Garcia em uma van. Gente, não parávamos de falar, o povo deve ter achado que a tínhamos algum problema, sei lá! hahaha Claro, só falamos sobre F1 e os bastidores dela. O Garcia é tão viciado no Twitter que não parava de checar os tweets e postar. Ó “nóis” aqui.

Chegamos, comemos (claaaro!)… e então o Nico chegou (ui, praticamente meu BFF – best friend forever) falou um pouco, disse que não poderia correr de kart com o pessoal por estar gripado e que espera fazer uma boa corrida no domingo.  Premiaram os ganhadores da promoção (o primeiro colocado ganhou credenciais para o paddock *inveja*). Pacientemente atendeu todos os pedidos de fotos e autógrafos.

O menino é uma graça, quase pedi a marca do mousse que ele usa para manter o topete, que não sai do lugar de jeito nenhum! E meninas, ele é bem bonito viu? Se ele for mesmo o que dizem que ele é, será uma grande perda para o nosso time. rs

Ai começou a aventura do kart! :D Trocamos de roupa – claro que peguei o macacão pink – o sol rachando percebi como os pilotos devem sofrer com o calor!!! No briefing recebemos alguma dicas do Nico: acelerar no meio das curvas, e se possível nem tirar o pé do acelerador para fazê-las (hmmm… ok, então! Dica anotada!).

Entramos no kart, me enrolei com o capacete, mas tudo bem. Antes de começar a qualificação fiz uma pergunta básica para o Garcia: “Ei, acelera com o pedal da direitaaa???”. Sim, sou praticamente uma piloto profissional, deu pra ver…

Eu já havia andado de kart uma vez, mas indoor e em um de potência bem menor… comecei com calma, mas a cada curva sentia que o kart ia capotar. Sério. Tentei colocar a técnica do Nico na prática, acelerar nas curvas, mas o lance do kart cantar pneu era apavorante!!! Eu tinha certeza que iria parar lá no alambrado da pista, provocando uma tregédia e sendo notícia dos jornais no dia seguinte. Tentei acelerar e freiar ao mesmo tempo… mas também não funcionou muito. Bom, aquele treino ali parecia que nunca ia ter fim… Claaaro que larguei em último!!!

A corrida começou e acho que já na primeira curva eu já estava tomando uma volta de metade da galera. Decidi tentar seguir a trilha de borracha da pista, afinal, todo o mundo ia por ali! Bom, só sei que nessa de seguir os outros, alguém errou o caminho… e eu fui junto! Mas voltei para a pista, resolvi acelerar….. e rodei! Parei atravessada no meio da pista, sem saber se ia, ficava, ria ou esperava o guincho. Um mocinho foi lá me ajudar a desencalhar. No sentido de voltar para a pista, claro.

E ninguém respeitava as bandeiras! Tinha bandeira amarela toda hora, eu ia devagar, como me ensinaram e quando via tinha uns quatro ou cinco vindo na toda e quase me atropelando… ué, não tem que diminuir a velocidade e não pode ultrapassar? O.o Fora a tal da bandeira azul, minha melhor amiga na corrida (ela serve como um aviso para os retardatário darem passagem para os outros que estão na frente). E ai? Dou passagem mas para que lado que eu vou? Freio e deixo passar? Vou para a direita? Por que raios não tem retrovisor? Se eu olhasse para o lado não conseguiria terminar a curva – muita coisa para uma pessoa só: acelera, freia, olha bandeira, se convence de que o kart não vai capotar, e ainda tinha que olhar para trás??? Oh, my God!

Não fiz muito estrago: quase bati no Garcia, tirei o Raposo da pista… acho que só. Só sei que eu ria muito com as minhas próprias barbeiragens! E quando eu estava pegando o jeito, perdendo o medo e gostando da brincadeira…… a corrida acabou. :(

Tinha certeza que com o meu jeito “Badoer” de guiar tinha ficado em último! Mas nem isso eu consegui! hahaha Fiquei em antepenúltimo!

E quem disse que eu conseguia sair do kart? Fiquei praticamente entalada ali… sem força nos braços e mal sentindo meus dedos. Bom, tivemos direito a pódio e tudo! E não dizem que os últimos serão os primeiros??? Premiaram também os três últimos \o/ Depois coloco foto do meu prêmio!

Puxa, foi um dia que eu não vou esquecer, fazia tempo que eu não me divertia tanto…

Ah, sim! Teve um “plus a mais”… quando estávamos indo o pessoal da Brawn chegava para correr. É, até “tio Brawn” estava lá! O pessoal começou a tirar fotos com ele….. que fez uma cara de tão poucos amigos que fiquei até com medo de tirar uma foto de longe!!! O mais engraçado foi a reação da Bia, que dava pulinhos e dizia: “É o Ross Brawn, é o Ross Brawn!”. É, já tenho alguém para ser minha sucessora em loucuras da Fórmula 1 hahaha E eis que chega RRRRRRRuben Barrichello do Brasil-il-il! E eu com a mão cheia de coisa, não sabia se pedia autógrafo, se tirava foto, se ficava na minha… Bom, fui tirar a foto né? Quem tirou foi um dos meninos, que ainda não me mandou o arquivo… =/ Dois momentos cômicos: a Carol com uma jaqueta na Williams na mão e pedindo pra tirar foto com o Barrichello que vira e diz: “Você não vai me fazer assinar isso não, né???” (pra quem não sabe, o Rubinho vai para a Williams ano que vem, mas ele nega até a morte!). E claro, eu tive que dizer que a gente enche o saco dele no Twitter, e ele muito simpático respondeu que não dava para responder para todo o mundo, infelizmente. Brinquei que ele já havia me mandado dormir duas vezes (#fato, por duas vezes ele perguntou o que eu estava fazendo acordada tão cedo e me mandou ir dormir hahahaha). Não sei bem se foi engraçado, mas todo o mundo deu risada na hora. rs

Vim embora feliz da vida, e também extremamente cansada. Mas foi muito bom, um dia pra não esquecer nunca!!!

Algumas fotinhos aqui: http://tinyurl.com/yjjym37

Minha aventura na Granja Viana / Nico Rosberg Parte 1

Publicado por: kastutz em: Outubro 15, 2009

Hoje eu e uma galera bem legal fomos a um evento da Philips que tinha a presença do Nico Rosberg! Corremos de kart, foi muito bom! No próximo post, um resumo… aqui o Pod do Pezollo, que dá uma ideia de como foi um dia maravilhoso e extremamente divertido:

\o/

Valeu Philips!!!

Hiding my true shape like Dorian Grey

Publicado por: kastutz em: Setembro 27, 2009

Nessa madrugada de silêncio ensurdecedor eu não sei o que escrever. Quero postar sobre uma aventura que eu fiz essa semana… mas não consigo. Me sinto dispersa, perdida entre palavras e letras. Talvez por toda a agitação que se sucedeu, eu não sei. Não me sinto confortável.

O lance é que eu fui ver o Mario Moraes, piloto da Fórmula Indy, no aeroporto, não para tirar fotos e pegar autógrafos, mas porque ele havia dito que daria a luva dele autografada e como eu nunca ganho nada dessas promoções dos pilotos no Twitter, não tinha nada para fazer, fui até lá. Fiquei sabendo que o JP de Oliveira estaria por lá também, resolvi dar um tempo pra de repente encontrá-lo por lá. Para quem não sabe ele corre na Super GT do Japão e junto com o Tony Kanaan e o Antonio Pizzonia é um dos caras mais legais de Twitterville. É um cara que valeria ir encontrar no aeroporto, mas não para me descabelar e sair gritando, mas simplesmente porque parece ser uma pessoa maravilhosa para se bater um papo, como seres humanos “comuns”.

Não sei, apesar de entrar para a turma das #Faladeiras* e brincar muito com os pilotos no Twitter, não sou do tipo que se mataria para pegar um autógrafo. Nunca fui. Acho que o mais perto que cheguei disso foi ver o Villeneuve na F-Truck, mas convenhamos que o cara está quase aposentado e talvez fosse a última chance que eu teria de vê-lo de perto. E ele fez parte de toda a minha adolescência, meu muso inspirador rs Ele e o Hakkinen eram pra mim o que os Jonas Brothers são hoje para a meninada.

Sei que me preocupo demais com o que pensam de mim. E que sou extremamente auto-crítica. E fico pensando se pelo Twitter não passo a impressão de ser uma pessoa fútil… porque eu sei que me escondo atrás de uma “casquinha de glitter colorido”. Mas atrás dela tem mais coisa. Mas fico em um dilema, principalmente aqui no blog: o que devo postar? O que sinto vontade ou o que sei que vai agradar e dar mais audiência? Posts sérios não levam ninguém a lugar nenhum. Apesar de serem uma grande terapia para mim. Sim, gosto de escrever coisas (supostamente) engraçadas… e isso também é terapêutico.

Bem que a música que postei anteriormente fala “I don’t make sense at all”. E eu não faço. Sou metade cinza, metade purpurina. Sei lá, às vezes me sinto metade “drag queen escrachada que canta músicas das Spice girls com coreografia e tudo” e metade “poetisa inglesa no meio do fog de Londres apaixonada por palavras como ’sorrow’, ‘pain’, ’shades’, ‘tears’, ‘rain’”…

No fundo acho que esse meu lado deprê pode afastar as pessoas de mim, então me escondo atrás da minha outra personagem. A que vai falar com todo o mundo, ser gentil, de bem com a vida. Ainda que não seja isso que sinta na hora.

Somo todos personagens, afinal.

Esse post é melhor digerido se acompanhado desta trilha sonora:

And I don’t make sense…

Publicado por: kastutz em: Setembro 16, 2009

It’s perfect

Because this is one of the best Mika’s songs

Because this is the best “My Interpretation” performance

Because he is gorgeous in this video

Because boys that play piano are really charming

Because if I ever talk to you again, this is not about emotion

Because I don’t need a reason not to care

Because this is my interpretation

Because I don’t make sense

?

Publicado por: kastutz em: Setembro 16, 2009

Já comecei esse post 3 vezes. Está tudo muito bagunçado na minha vida… quando coloco meu horário em dia, dura dois, três dias e paff… estou eu com o fuso horário todo invertido novamente! Aqui em casa é uma coisa fácil, já que a minha querida mãe faz comida, lava roupa, etc, tudo de madrugada. Até o cachorro gosta de comer e brincar de madrugada. Ou seja, tenho que lutar contra a correnteza.

Eu queria muito ser dessas pessoas super saudáveis, que parecem terem saído de um comercial de leite em pó desnatado, que acordam cedo com aquele sorriso no rosto, preparam e tomam aquele café-da-manhã super nutritivo, depois vão correr na praia, andar de bicicleta, e com toda a empolgação do mundo.

Mas o desânimo às vezes parece me segurar com todas as forças, me chantageia para que eu procrastine, me seduz para que eu simplesmente não faça nada. E os dias passam, e quando eu vejo… percebo que gotas de juventude estão indo embora, e que elas jamais voltarão. Chega a culpa e me atormenta. E grita, dizendo que vou me arrepender muito de tudo o que não tenho feito. E assim vou seguindo, mergulhada na auto-crítica, me arrastando para chegar até o dia seguinte.

Esse não é um lado que eu gosto de mostrar. Mas estou aprendendo a perder o medo de não fingir que estou bem. Não estou mais aqui para construir uma imagem, mas para apenas expressar o que sinto. E isso me faz sentir bem, pois já é uma vitória. Não ter medo de ser rejeitada por não ser perfeita, ou por não ser positiva o tempo todo, de mostrar o meu humor inexistente em certos momentos.

Renaultgate

Publicado por: kastutz em: Setembro 10, 2009

Para quem não sabe sobre  o que estou falando: http://tinyurl.com/lge95m

Não gosto de entrar em debates. Tenho preguiça de ficar discutindo, argumentando. Posso até dar a minha opinião sobre as coisas, como religião por exemplo, explicar o meu ponto de vista, mas se a pessoa me torra muito a paciência eu me calo. Do que adianta? Mas resolvi dizer o que eu penso do caso Piquet/Renault. E o que acho é totalmente o oposto do que a maioria vem falando. Mas é o que eu acho.

Já chamaram o menino de tudo quanto é nome. Mas eu fico pensando… o que essas mesmas pessoas fariam no lugar dele? E se fosse em um escritório?

Imagine que você chegue todo o dia para trabalhar e o “Bom dia” do seu chefe seja um “Olha, eu vou te mandar embora, vê se rende a mesma coisa que o Fulano!”. E Fulano é o mestre dos mestres. O cara é bom, está ali naquele cargo faz muito mais tempo que você… e até o computador dele às vezes é melhor do que o seu? Fulano rende muito! E você está engatinhando. Tentando. E sabe o que é pior? Seu pai foi muito bom na sua função. Um dos melhores. Todos da firma te olham com desconfiança. Uns querem saber se você é tão bom quanto seu pai. Outros querem saber se você merece estar ali. De qualquer maneira, todos te observam.

Seu chefe exige que você faça algo errado. Talvez mentir dizendo que ele não está. Ou quem sabe peça para que você minta sobre alguma outra coisa. Que faça vistas grossas para algum tipo de desvio financeiro. Lembre-se, seu emprego, aquele pelo qual você lutou, está na berlinda. E ele é muito importante para você.

E se o chefe manda que você faça uma dessas coisas erradas e você tenha pouco tempo para decidir, para ponderar entre o que fazer ou não… Nesse ponto muita gente deve estar pensando “Eu não faria”. Mesmo? Quem nunca mentiu a pedido de um chefe? Ou fez vistas grossas para algo? De repente até infringiu alguma lei? E isso sem estar com “a faca no pescoço”… É claro, tem coisas que você não fará como roubar, matar. Porque são coisas claras, definidas. E que eu saiba, qualquer ser humano em uma situação de estresse como esse, sem muito tempo para decidir algo vai ficar emocionalmente abalado. Ou não?

“Ele foi antiético”. Eu sou uma pessoa cheia de princípios e etc e sinceramente não sei o que faria. Primeiro, ele seguiu ordens. Segundo, ele prejudicou os outros pilotos, mas não machucou ninguém, apesar da possibilidade de se machucar. Não seria pior se ele tivesse jogado o carro para cima de outro piloto e quem sabe gerando uma tragédia? Schumacher fez isso, jogou o carro para cima de outros. Para também alterar o resultado. Ele provocou um acidente uma vez (com o Damon Hill) e tentou de novo para cima do Jacques Villeneuve. Bater intencionalmente em alguém não é pior do que bater no muro intencionalmente? E outra, ninguém mandou, ele não estava na corda bamba. Fez porque quis. Por que não se cogitou de baní-lo do esporte?

“Ah, a denúncia foi feita por vingança.” Caramba, você não ganha hora extra e enquanto trabalha naquela empresa vai entrar na justiça pra receber ou vai esperar sair de lá? Hello?

Não acho que tenho condições de julgar se foi certo, errado. Quer dizer, certo não foi. Não foi conforme as regras. Mas daí a dizer que ele é mau caráter, antiético… Acho que as mesmas pessoas que julgam tanto, que postam nesse caso como verdadeiros senhores da ética e das decisões sábias, se estivesse no lugar dele, fariam o mesmo. Ainda mais se tivessem um chefe tirano como Briatore.

Obs: E não, não acho certo ter carteirinha falsificada, nem comprar coisas piratas, ou mentir, roubar, etc.

(A ser continuado em algum momento de inspiração…)

Boa Rubinho!

Publicado por: kastutz em: Agosto 24, 2009

Ontem teve corrida em Valência. Pense em um lugar bonito? Fala sério, acho que é mais bonito até que Mônaco (e eu sou apaixonada por Mônaco). Um mar lindo, uma arquitetura estonteante, nossa, tudo de bom! Decidi que ainda vou assitir uma corrida lá! =D

A vitória foi do Rubinho Barrichello e olha, eu nunca fui mega fã dele, mas me emocionei. Talvez porque eu estivesse conversando com o pessoal no Ao Vivo do Velocidade … Só sei que foi bem legal :) Claro que eu só fui ficar assim simpática a ele depois que ele entrou no Twitter e começou a conversar com a gente. O mesmo aconteceu com o Nelsinho Piquet.

O tal do Grosjean, que substituiu o Nelsinho, não fez nada demais. E como meu instinto já dizia, o cara é um mala arrogante – informação dada pelos jornalistas que estavam por lá.

Mas teve um momento sofrimento pra mim. Como sabem, o Luca Badoer substituiu o Felipe Massa na Ferrari. Mas o coitado não corria há 10 anos. Ok, ele é piloto de testes, mas as equipes mal podem testar ultimamente, ou seja, ele não estava nem um pouco preparado. E fala sério, nesses casos não tem como você dizer: “não, não vou”. Perder o emprego ali é facinho, e o que não falta é urubu em volta! E o cara correu. E foi uma verdadeira humilhação. Fico imaginando o nervosismo, a tensão, a vergonha… O que ele deveria estar pensando? Nos amigos, na família? Só sei que o povo da Ferrari jogou o cara aos leões e lavou as mãos… Fazer o quê? Quem entra no lugar dele? No idea.

Na Indy, nosso amigo de Twitter Tony Kanaan virou bolinha de pinball, foi jogado de lá pra cá em uma lambança estranha e terminou em 8º. O brasileiro melhor colocado foi o Mario Moraes, que terminou em 4º. Um ótimo resultado para quem passou por uma tragédia pessoal recentemente (seu pai faleceu há algumas semanas).

No Japão teve corrida da Super GT. O JP de Oliveira estava fazendo uma corrida daquelas… quando teve problemas mecânicos e teve que abandonar =/ Tudo bem, ainda dá pra ser líder do campeonato, quem sabe na próxima! :) Os vencedores foram Hiroaki Ishiura/Kazuya Oshima. O JP e o seu companheiro Seiji Ara estão atualmente me 7º no campeonato. Faltam 3 etapas para o término do campeonato.

Na GP2 deu Hülkenberg, depois de uma corrida cheia de acidentes. O Lucas Di Grassi não terminou, e o Diego Nunes foi o brasileiro melhor colocado, chegou em 5º.

É, foi um fim-de-semana de puro automobilismo e Twitter. E olha, me diverti muito!!! =D

Minha homenagem a @JPdeOliveira e @AntonioSlash

Publicado por: kastutz em: Agosto 20, 2009

Óinc… :@

Publicado por: kastutz em: Agosto 6, 2009

E aí? Fico em casa ou não? Fiquei gripada, mas sem febre, nem liguei. Quando tive uns sintomas bizarros como calafrios, dor de cabeça, fui ao Pronto-Socorro. Diagnóstico: gripe comum, com uma ligeira infecção, nada demais. Só tomar antibiótico e esperar melhorar em 3 dias. Caso contrário era para voltar lá.

3 dias depois, os sintomas só pioraram, minhas costas ficavam geladas, como se eu estivesse encostada em uma parede fria… Mas só as costas. Minha temperatura ficava em torno dos 35ºC. Voltei ao hospital. Dessa vez já colocaram me deram uma máscara logo de cara. O hospital todo usava máscara, bizarro. O médico disse que não era nada grave, que parecia mais viral, tirou o antibiótico e mandou tomar uma antigripal, mas ficar em quarentena até melhorar só por precaução.

Isso foi no domingo de noite. Agora eu não sei se eu já posso sair ou não! A minha tosse só piora, apesar da minha “febre ao contrário” não ter mais aparecido (bom, tudo bem que eu estou tomado antigripal direto, né… então nem dá pra saber direito…). E aí? Saio de casa? O quanto disso é paranóia e o quanto é precaução?

Eu sou a pior pessoa do mundo para ter noção dessas coisas. Quando a gente passa a vida tendo doenças “bizarras”, perde um pouco dos parâmetros do que é normal. E até duvida um pouco daquilo que está sentindo. Explico:

Se tem uma coisa que eu nunca fui é saudável 100%. Na infância e adolescência vivia com virose. Durante um tempo até que não tive muita coisa, mas na época da faculdade/estágio comecei a ter tendinites, nos ombros e pulsos ao mesmo tempo, junto com gastrite. E viroses. Peguei caxumba. Aos 25 anos. Pois é. Depois disso começaram os abscessos (furúnculos). Em 2 anos foram mais de 20 (perdi a conta!). Pelo menos uma vez por mês eu estava no pronto-socorro pra ser atendida. Os plantonistas já me conheciam pelo nome, sabiam onde eu trabalhava, etc. Em cada um dos abscessos, era um monte de antibiótico, muita dor e desconforto. Alguns eu precisei fazer pequenas cirurgias, 4 um pouco mais chatas – tinha que dar anestesia, mas ela não pegava, ou seja, eu senti tudo o que aconteceu rs. Resultado: a minha resistência a dor se tornou maior. O que é ruim porque eu só vou reclamar quando o negócio já está prá lá de insuportável (uma das questões de perder os parâmetros). Passando essa fase, comecei a ter muitas dores pelo corpo, e diagnosticaram um início de fibromialgia, a dor crônica que em geral aparece em gente com mais idade. Era só um dos sintomas do que viria pela frente: depressão aguda e crônica, distimia, quase um burn out. Veio a labirintite, as crises de pânico……. E recentemente eu comecei a ter crises intermináveis de labirintite. Zicada, eu? Imagina!

Só conheço uma pessoa tão “zuada” como eu: minha prima. A coitada, desde pequena, tem crises absurdas de enxaqueca, tão fortes que até um dos remédios mais fortes ela toma como se estivesse comendo M&M’s e não faz efeito – só indo ao hospital para resolver mesmo. E, como eu, ela acabou criando uma tolerância muito maior, o que ficou claro quando ela fez uma cirurgia e alguns pontos se abriram. Ela ligou para a secretária do médico, no fim-de-semana, pedindo orientações. Ela pediu para que ela passasse no consultório na segunda ou terça-feira, não lembro. Só sei que quando ela chegou lá o médico ficou pasmado e disse: “Nossa, quando você ligar dizendo que os pontos todos se soltaram eu vou acreditar… em geral as pacientes fazem um escândalo danado e quando eu vou ver soltou um pontinho ou outro!”.  É, ela precisou tomar anestesia e “recosturar” o local da cirurgia. Outra pessoa já teria tido um treco, feito um escarcéu… mas a gente acaba achando as coisas meio normais… A gente brinca que se cada vez que a gente usasse o pronto-socorro ganhasse milhas, já teríamos viajado o mundo todo.

Acho que a pior parte é que a gente passa por tanta coisa que as pessoas ao redor ou desconfiam se é verdade ou não, ou simplesmente passam a relevar e achar que não é nada grave. Vira rotina. Eu tive um namorado que não acreditava que meus abscessos doessem tanto, que eu me sentia tonta por causa da labirintite, achava que tudo era frescura e eu era hipocondríaca. Aí você chega com uma enxaqueca terrível no hospital, depois de já ter tomado todos os remédios possíveis, o médico prescreve soro com uma dose “chumbante” de remédio e a enxaqueca não passa. Ele passa outra dose, mais forte. E a enxaqueca continua. Ele olha pra você, meio desconfiado, e manda você para a casa, dizendo que não pode fazer mais nada. Essas desconfianças vão se acumulando e a gente se sente até com vergonha de estar doente, de comentar o que está sentindo.

Eu me sinto constrangida em dizer que estou doente. Porque acaba parecendo desculpa esfarrapada! Você desmarca várias vezes com seus amigos, desmarca médico, justifica no trabalho. É tão frustrante… Eu me sinto culpada, fico pensando se não estou fazendo corpo mole, se não é frescura. Aí mora o problema. Porque fisicamente eu já sou mais resistente à dor. E mentalmente eu também acabei ficando. Eu posso estar imprestável que mesmo assim ainda fico achando que eu podia ser um pouco mais forte e cumprir meus compromissos. Eu fazia isso no meio trabalho, sempre fui trabalhar doente, e só parei quando realmente não tinha condições nem de sair na rua.

Pensando bem, esse lance da culpa de estar doente e não poder fazer as coisas é um treco que não está totalmente resolvido na minha cabeça, já vai ser tema da próxima consulta com a minha psicóloga. Consulta essa que seria hoje, caso eu não estivesse em dúvida se devo sair ou não por conta da tosse. *Suspiro*

Será que eu fiz sentido neste post? rs

Categorias

Atualizações do Twitter

 

Novembro 2009
S T Q Q S S D
« Out    
 1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
30  

Blog Stats

  • 3,792 hits

Páginas